Pular para o conteúdo
Para profissionais

Vale a pena abrir MEI sendo prestador de serviço? As contas de 2026

Por Mercado Profissional1 min de leitura
Eletricista sorrindo enquanto instala uma tomada na parede de uma residência.

Por R$ 86,05 por mês você ganha CNPJ, nota fiscal, INSS e acesso a clientes que só contratam com nota. Compensa para quem trabalha com frequência e fatura até R$ 81 mil por ano — e deixa de compensar em dois cenários bem específicos.

Para a maioria dos prestadores de serviço que trabalham com frequência, abrir MEI vale a pena. Em 2026, o prestador de serviço paga R$ 86,05 por mês no DAS: R$ 81,05 de INSS, que corresponde a 5% do salário mínimo de R$ 1.621, mais R$ 5 de ISS. Com isso, ganha CNPJ, pode emitir nota fiscal, passa a contribuir para a Previdência e consegue atender condomínios, empresas e imobiliárias que só contratam com nota.

O MEI deixa de compensar em dois cenários: quando o faturamento passa de R$ 81 mil por ano, o limite atual da categoria, ou quando o trabalho é tão esporádico que o valor fixo mensal pesa mais do que os benefícios. Também não serve para quem exerce uma atividade que não está na lista de ocupações permitidas.

A seguir, veja as contas dos dois cenários e o que muda no dia a dia de quem atende na casa do cliente.

Quanto custa ser MEI em 2026

O custo principal é o DAS, a guia mensal única. Para prestadores de serviço, o valor em 2026 é de R$ 86,05, pago até o dia 20 de cada mês. Quem também vende mercadorias paga R$ 87,05, porque soma R$ 1 de ICMS.

O valor é fixo, independentemente de quanto você faturou no mês. Isso é ótimo para quem fatura bem, porque a carga fica muito baixa em relação à receita, mas é um custo que existe mesmo nos meses parados.

Além do DAS, há uma obrigação anual gratuita: a Declaração Anual do MEI, a DASN-SIMEI, entregue até 31 de maio com o faturamento do ano anterior. Não é obrigatório ter contador, e a abertura do CNPJ pelo Portal do Empreendedor é gratuita. Desconfie de sites que cobram para abrir MEI.

O que você ganha além da nota fiscal

A contribuição mensal dá direito a benefícios do INSS: aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade temporária após 12 contribuições, salário-maternidade após 10 contribuições, e pensão por morte e auxílio-reclusão para a família. Para quem trabalha com as mãos, como pedreiros e eletricistas, a cobertura em caso de acidente pesa muito.

A aposentadoria do MEI é calculada sobre o salário mínimo. Quem quiser se aposentar por tempo de contribuição ou com valor maior precisa complementar a contribuição, o que pode ser feito depois.

Com o CNPJ, você também consegue emitir nota fiscal pelo emissor nacional da NFS-e, abrir conta de pessoa jurídica, acessar maquininha e crédito com condições para empresas e comprar de fornecedores que só vendem para CNPJ. Veja quando a nota é exigida em nota fiscal de prestador de serviço.

Cenário 1: quando o MEI compensa

Imagine um eletricista que fatura R$ 5.000 por mês, ou R$ 60 mil por ano. Com o MEI, o imposto e a contribuição somam R$ 86,05 por mês, menos de 2% do faturamento. Ele fica dentro do limite, contribui para o INSS e pode atender condomínios e pequenas empresas que exigem nota.

Mulher organizando documentos e papéis sobre uma mesa redonda em casa.
Foto: Kindel Media no Pexels

Sem o MEI, trabalhando como autônomo pessoa física, a situação costuma ser pior. Quando uma empresa contrata uma pessoa física, ela precisa reter INSS e pagar contribuição patronal, o que faz muitas desistirem de contratar. E a renda informal não conta para aposentadoria nem aparece como comprovação de renda na hora de pedir crédito ou alugar imóvel.

Em resumo, o MEI compensa para quem trabalha toda semana, fatura até R$ 81 mil por ano e quer crescer atendendo clientes que pedem nota. Esse é o perfil da maioria dos profissionais que anunciam no Mercado Profissional.

Cenário 2: quando o custo fixo não se paga

O primeiro caso é o do faturamento alto. Se você fatura mais de R$ 81 mil por ano, não pode continuar como MEI. Até 20% acima do limite, ou seja, até R$ 97.200, você paga um DAS complementar sobre o excedente e passa a microempresa no ano seguinte. Acima disso, o desenquadramento vale de forma retroativa a janeiro, com impostos maiores sobre todo o ano. Se você já está perto desse valor, planeje a mudança para microempresa com um contador.

O segundo caso é o do trabalho muito esporádico. Quem faz um serviço extra a cada dois ou três meses, com renda baixa, paga R$ 86,05 todo mês mesmo sem faturar. Aqui vale colocar na balança: os benefícios do INSS podem justificar o custo, mas, se você já contribui por um emprego formal, o ganho é menor.

Por fim, há atividades que não podem ser MEI, como profissões regulamentadas de nível superior, a exemplo de engenheiros, arquitetos e advogados. Confira se a sua ocupação está na lista do Portal do Empreendedor antes de abrir.

Regras que o prestador precisa conhecer

O MEI pode contratar no máximo um empregado, com salário mínimo ou o piso da categoria. Não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa. E o limite de R$ 81 mil é anual: no ano da abertura, ele é proporcional, R$ 6.750 por mês de atividade.

Emitir nota é obrigatório quando o cliente é empresa. Para pessoa física, a emissão é opcional para o MEI, mas pode ser exigida por lei municipal ou pelo próprio cliente. Emitir sempre ajuda a comprovar renda e evita confusão na declaração anual.

Separe as contas da empresa e as pessoais desde o começo, guarde as notas e registre o faturamento mensal. E, quando for fechar serviços maiores, formalize o combinado com um contrato de prestação de serviço e cobre o preço justo, como explicamos em como precificar seu serviço.

Como abrir o MEI em poucos minutos

A abertura é feita no Portal do Empreendedor, com login da conta gov.br nível prata ou ouro. Você informa dados pessoais, endereço, a ocupação principal e até 15 ocupações secundárias e a forma de atuação, como atendimento em domicílio. O CNPJ sai na hora.

Depois de abrir, verifique na prefeitura se sua atividade exige alguma licença específica e configure o acesso ao emissor nacional da NFS-e. Todo mês, gere e pague o DAS pelo portal ou pelo aplicativo oficial.

Com o CNPJ em mãos, atualize seus perfis profissionais informando que você emite nota fiscal. É um diferencial real na escolha do cliente. Se ainda não tem perfil, crie o seu no Mercado Profissional e veja como conseguir clientes sendo autônomo na sua cidade.

Perguntas frequentes

Quanto o MEI prestador de serviço paga por mês em 2026?

R$ 86,05 no DAS: R$ 81,05 de INSS, que corresponde a 5% do salário mínimo de R$ 1.621, mais R$ 5 de ISS. O valor é fixo, independentemente do faturamento do mês.

Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?

R$ 81 mil por ano. No ano de abertura, o limite é proporcional, de R$ 6.750 por mês de atividade. Até 20% acima, é possível pagar DAS complementar e migrar para microempresa no ano seguinte.

MEI tem direito a aposentadoria?

Sim, aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo, além de auxílio por incapacidade, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, respeitadas as carências do INSS.

Posso ter carteira assinada e ser MEI ao mesmo tempo?

Pode. Não há proibição de ter emprego formal e ser MEI. Avalie apenas os efeitos em benefícios como o seguro-desemprego, que pode ser questionado se o MEI indicar renda própria.

Qualquer prestador de serviço pode ser MEI?

Não. A ocupação precisa constar na lista permitida do Portal do Empreendedor. Profissões regulamentadas de nível superior, como engenharia, arquitetura e advocacia, não podem ser MEI.

No Mercado Profissional você não só lê — você acha quem faz

Busque a categoria na sua cidade, veja quem atende ali e fale direto com o profissional pelo chat do site. Grátis dos dois lados.

Continue lendo